O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão recente que ajuda a esclarecer uma dúvida comum: em que situações a Justiça pode aplicar medidas diferentes para obrigar alguém a pagar uma dívida.
Essas medidas são chamadas de medidas executivas atípicas e podem incluir, por exemplo:
- apreensão da CNH,
- retenção do passaporte,
- bloqueio de cartões de crédito.
Elas costumam aparecer principalmente em processos de cobrança de dívida ou pensão alimentícia.
Mas atenção: essas medidas não podem ser usadas de qualquer maneira.
O que o STJ decidiu
O STJ definiu que essas medidas só devem ser usadas quando algumas condições forem cumpridas.
Na prática, isso significa que o juiz deve:
- tentar primeiro as formas normais de cobrança, como bloqueio de dinheiro ou penhora de bens;
- usar essas medidas apenas como último recurso;
- explicar claramente o motivo da decisão;
- garantir que o devedor possa se defender;
- aplicar a medida de forma proporcional e por tempo limitado.
Ou seja, a Justiça não pode simplesmente apreender documentos ou restringir direitos sem uma justificativa adequada.
Qual é a ideia dessas medidas?
O objetivo não é punir o devedor, mas fazer com que a dívida seja paga quando outras tentativas não funcionam.
Isso pode acontecer, por exemplo, quando:
- o devedor não possui bens em seu nome;
- não há dinheiro em contas bancárias;
- a pessoa evita cumprir a decisão judicial.
Nesses casos, o juiz pode usar medidas diferentes para pressionar o cumprimento da obrigação.
Segurança jurídica para todos
Essa decisão do STJ é importante porque cria regras mais claras para todo o país.
Antes disso, cada juiz podia decidir de forma diferente sobre o uso dessas medidas. Agora existe uma orientação geral, o que traz mais segurança tanto para quem cobra quanto para quem deve.
Conclusão
a Justiça pode, sim, determinar medidas como apreensão de CNH ou passaporte para garantir o pagamento de uma dívida — mas apenas em situações específicas e como último recurso.
Se você está enfrentando um processo de cobrança ou execução, entender seus direitos e deveres pode evitar problemas maiores e ajudar a encontrar a melhor solução para o caso.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso.




